Rádio

domingo, 31 de julho de 2011

Artigo Pr. Samuel - 14


Vivendo sob o signo da coerência

Certa feita, em Londres, um pastor pegou um ônibus, pagou a passagem, recebeu o troco e foi sentar-se. Ao contar o dinheiro, deu-se conta de ter recebido uma quantia maior que a devida. Decidiu, então, retornar e devolver o excedente ao cobrador. “O senhor me deu dinheiro a mais” – disse o pastor. O cobrador respondeu: “Eu sei. Estive ontem na sua igreja e o vi pregando sobre fidelidade. Eu só queria saber se o senhor vive o que prega”.


A primeira vez que ouvi essa história, tive inevitavelmente de perguntar a mim próprio se o que eu pregava batia com o tipo de vida que eu estava a viver. Isso é o mínimo que uma pessoa sensata pode fazer. Ou então, viver no limite inescrupuloso do princípio máximo da hipocrisia, que diz: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.


Todos sabemos que a ética nos ensina a viver sob o signo da coerência e que nossas ações devem, no mínimo, corresponder ao que falamos. Isto porque, independentemente da posição que ocupamos na sociedade, todos seremos cobrados quanto a isso. E quanto maior a posição, maior a cobrança. Como disse Jesus: “Àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão” (Lc 12.48).


Não apresentar coerência nesse ponto equivale ao resultado decorrente de limpar o lado de uma vidraça e deixar o outro sujo. A visão ficará sempre embotada. Desse modo, quando pessoas investidas de autoridade são um mau exemplo, porque as palavras não condizem com suas ações, isso causa uma deformidade no psiquismo coletivo de seu grupo social, gerando insegurança e instabilidade nas relações sociais.


No mundo, há inúmeros exemplos de partidos políticos que, enquanto pequenos e fora do poder, primavam pela pregação da coerência e exigiam de seus pares e opositores correção na coisa pública. Porém, depois que assomaram ao poder, não poucas vezes pisaram em tudo o que pregavam. Só restou aos sociólogos de plantão entender o que aconteceu na esteira de sua mudança radical em sentido contrário. Mas, no geral, isso pode indicar pelo menos duas coisas: ou pregavam o que não tinham ousadia para viver, ou passaram a viver o que não tiveram coragem para pregar.


Ora, se isso é, de certo modo, comum aos partidos políticos (pois todos eles são, vez por outra, colocados em xeque entre o que afirmam em seus programas de governo e o que fazem quando assumem cargos executivos), tal só se estabecele porque há uma tolerância de grande parte da sociedade.


Por exemplo, na época da eleição, os candidatos tentaram passar a impressão de que, uma vez eleitos, transformariam a vida num mar de rosas. Na campanha, houve “solução” para todo tipo de problema.


Porém, a hora de checagem da coerência chegou. Agora que a presidenta, juntamente como os novos governadores, deputados e senadores assumiram seus cargos, será fácil constatar se as promessas foram feitas para serem cumpridas, ou se os problemas permanecerão intocados até à próxima eleição.


Pergunta-se: o que anda errado com um país, quando suas lideranças mentem ou, por incoerência ética, dizem uma coisa e fazem outra? O que fazer quando juízes se colocam acima da lei, como a fazer valer que, embora todos sejam iguais diante da lei, são desiguais perante o juiz? O que dizer quando líderes religiosos, legisladores e educadores dizem uma coisa em público e fazem outra em privado?


Quando isso acontece, a pergunta que não quer calar é essa: que lições estamos a transmitir aos nossos filhos?


A Bíblia é riquíssima em orientações para que mantenhamos a coerência entre o que falamos e o que vivemos. Paulo questiona: “Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? (Rm 2.21,22).


Jesus afirma: “Seja, porém, o vosso falar: sim, sim; não, não” (Mt 5.37). O que Ele está dizendo é óbvio: as nossas palavras têm de estar sob o signo da coerência. Ou seja: quando empenhamos nossa palavra, temos de cumpri-la; nossas ações posteriores devem corresponder ao compromisso dessa mesma palavra.


Apenas como exemplo, devemos nos lembrar do que foi dito a um eloquente pregador, o qual vivia na incoerência de pregar bonito e viver na fealdade de detestáveis maus costumes: “O que vives fala tão alto que não consigo escutar o que pregas”.



Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe

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Artigo Pr. Samuel - 13


Fazendo as escolhas certas

Todos os dias temos de fazer escolhas. Isso não é sina, é livre-arbítrio. Se pudéssemos voltar atrás, declinaríamos de muitas delas, mas corroboraríamos outras tantas. O problema não é fazer escolhas, mas fazer as escolhas certas.

Na noite que antecedeu a crucificação de Jesus, dois discípulos seus escolheram se voltar contra Ele. Judas Iscariotes o traiu com um beijo, levando seus inimigos ao local onde o mesmo se encontrava. Pedro negou três vezes que o conhecia, não em um tribunal, mas na presença dos serviçais do sumo sacerdote.

Há uma coisa em comum entre esses dois discípulos: cada um fez a sua própria escolha. No entanto, há uma enorme diferença entre o que escolheram fazer em seguida. Judas, cheio de remorsos, saiu para enforcar-se. Pedro, imerso nas dores de sua alma, derramou amargas lágrimas de arrependimento. De qualquer modo, se um deles fosse você, afinal, que caminho escolheria?

A vida é assim, a toda hora temos de tomar decisões. Evidentemente, há aquelas coisas corriqueiras que requerem tomadas de pequenas decisões, a maioria das quais nem nos damos conta, como a escolha da roupa ou o que comer. Porém, há decisões vitais que testarão inexoravelmente a nossa habilidade de fazer escolhas adequadas, as quais definirão não somente a nossa satisfação pessoal, mas também o nosso destino.

O que geralmente é difícil de avaliar, na pesagem entre as escolhas certas e as erradas, é para onde a balança penderá no final das contas. Isso, todavia, é algo que a maioria das pessoas costuma evitar.

Muitos livros têm sido escritos para ajudar pessoas a tomarem decisões na vida. A maioria é de uma complexidade tão elevada que geralmente é inócua à maioria dos mortais. Mas há conselhos que podem nos ajudar nas nossas escolhas.

Há um poema, de autor desconhecido, que oferece conselhos simples e seguros de como coisas importantes podem merecer a nossa atenção e cujas escolhas a elas agregadas não são complicadas, que transcrevemos a seguir:

AMANHÃ PODE SER MUITO TARDE

“Se você está bravo com alguém e ninguém faz qualquer coisa para consertar a situação, conserte-a você. Talvez hoje essa pessoa ainda queira ser seu amigo e, se você não consertar, amanhã pode ser muito tarde.”

“Se você está apaixonado por alguém, mas a pessoa não sabe, diga isso a ela. Talvez essa pessoa também esteja apaixonada por você e, se não falar hoje, amanhã pode ser muito tarde.”

“Se você deseja mostrar o seu afeto e dar um abraço em alguém, então dê. Talvez essa pessoa também queira o seu abraço e, se você não fizer isso hoje, amanhã pode ser muito tarde.”

“Se você ama uma pessoa e acha que ela te esqueceu, diga isso a ela. Talvez essa pessoa sempre o amou e, se você não lhe disser hoje, amanhã pode ser muito tarde.”

“Se você precisa da amizade de alguém, deve abrir seu coração e dizer-lhe isso. Talvez ela precise disso mais que você e, se você não declarar hoje, amanhã pode ser muito tarde.”

“Se você realmente tem amigos aos quais aprecia, fale-lhes isso. Talvez também o apreciem e, se partem ou vão embora, amanhã pode ser muito tarde.”

Parece simples, mas tomar essas decisões exigirá sempre que enxerguemos para além do próprio nariz e nos concentremos na dignidade básica de uma alma que não se paute pela rasoura de desculpas banais.

Quando erramos, a coisa mais importante é o que fazemos depois. Se perdemos a cabeça e maltratamos um colega de trabalho... Se dissermos algo cruel a alguém da nossa família... Se nos damos conta de que estamos cheios de maus pensamentos... o que fazer depois?

Temos várias opções. Algumas tortuosas e erradas. Podemos arranjar desculpas para justificar o nosso mau comportamento, ou colocar a culpa em outra pessoa. Podemos também ignorar a Deus.

Temos também a opção de fazer a coisa certa. Ao errarmos contra alguém, ou ao pecarmos contra Deus, a primeira coisa a ser feita é reconhecer o próprio erro e pedir perdão. Podemos pedir a ajuda de Jesus, o nosso Advogado, e pedir perdão a Deus, confessando os nossos pecados.

Está escrito: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.9).

A maior decisão da vida, porém, refere-se à escolha que tomaremos em relação a Jesus. Aceitá-lo como Salvador, ou rejeitá-lo. Seguir o exemplo de Pedro ou o de Judas. Você vai fazer a escolha certa?


Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
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Artigo Pr. Samuel - 12


Entre fábulas e ilusões do Carnaval

Em uma manhã ensolarada, conta a fábula, dois sabiás sobrevoavam com alarido um frondoso bosque. Uma sabiá dizia ternamente ao seu filhote como era maravilhoso uma ave poder voar a elevadas alturas. Todavia, o pequerrucho, em sua inexperiência, não escutava com atenção as explicações de sua mãe, pois estava a ouvir o tilintar distante de uma campainha que provinha de um campo florido.

Curioso, o pequeno sabiá pousou na relva, junto a uma vereda, onde descobriu a origem do sonido que tanto o atraía, produzido pela sineta de um carrinho de mão conduzido por um anãozinho, que apregoava a sua mercadoria: “Vendo minhocas! Duas minhocas por uma pena!”

Como o pequeno sabiá gostava muito de minhocas, sem nenhuma reflexão, tratou logo de arrancar uma pena de suas asas e a trocou por duas minhocas. No dia seguinte, o pássaro aguardou, ansioso, o sonido da sineta, e novamente realizou a estranha transação, evento que se repetiu várias vezes. Mas chegou o momento em que o pequeno sabiá bateu as suas asas, tentando alçar vôo, para retornar ao ninho, mas não conseguiu; estava preso à terra e condenado a arrastar-se, ao invés de voar. Havia trocado a sua liberdade por um punhado de minhocas!

Esta fábula traduz o estado de milhares, quiçá de milhões de vidas, que despenderão suas energias e depositarão suas parcas esperanças de alegria na folia momesca, quer seja como uma forma simplificada de extravasamento das emoções, ou pela sublimação de problemas de toda ordem.

Na quarta-feira de cinzas, quando se derem conta da troca que fizeram, ao acordarem em meio às suas próprias cinzas existenciais, sem saber como reconstruir o que foi devastado pelos exageros financeiros e físicos, ou pela devassidão moral e espiritual, por causa dos excessos a que se submeteram, muitos vão perceber que perderam o seu bem mais precioso: a liberdade! Infelizmente, outros perderão a própria vida!

O marketing fabulizado inerente ao mercantilismo do Carnaval visa unicamente a obter resultados financeiros – sendo quase sempre alheio ao bem estar dos brincantes – e procura escamotear o rastro de destruição e suas prolongadas consequências na sociedade.

Não poucos, como na fábula, trocarão “penas por minhocas”. Meninas se tornarão “mães do Carnaval”, pois nesta época um número considerável de adolescentes entre 10 e 15 anos engravida na primeira relação sexual. Daí para frente, muitas se entregarão à promiscuidade sexual, outras praticarão aborto, ou darão à luz os indesejáveis “filhos do Carnaval”, para depois abandoná-los nas creches ou nos juizados.

Este triste “fenômeno brasileiro” é uma realidade estreitamente relacionada com o Carnaval, o que por si só deveria nos fazer corar de vergonha. No rastro dessa “troca”, haverá a disseminação das doenças letais e sexualmente transmissíveis, que infectarão inocentes e ceifarão muitas vidas preciosas. Outros contrairão débitos financeiros, que perturbarão a paz de indivíduos e famílias, que forçosamente sentirão a falta destes recursos.

A imprensa tem registrado esses fatos, como lastro de um grande serviço prestado à sociedade, para nos fazer refletir, pois nesses informes há sabedoria e lições que servem para o presente e para o porvir. Nada justifica que, em nome do turismo ou de ganhos financeiros que a festividade possa garantir, tenhamos de pagar o preço de ver nossos jovens, nossas crianças, famílias inteiras, todos entregues à própria sorte; ou melhor, lançadas à mingua de suas próprias dores existenciais para um futuro incerto e coberto de vergonha.

Ah, se o pequeno sabiá soubesse o quanto lhe custariam aquelas “apetitosas” minhocas! Ah, se os nossos jovens soubessem o quanto pode ser perdido por uma troca irresponsável! Ah, se os nossos governantes soubessem o custo de tantas vidas destruídas com sua “bênção” oficial!

Eu estarei orando, assim como milhares de crentes em Jesus, para que muitos sejam poupados dessas desgraças e alcancem a verdadeira alegria, mas sem as futilidades ilusórias do Carnaval. Quando a máscara cair, quando os “sabiazinhos” carnavalescos ficarem frente a frente com sua própria realidade, saberão que as minhocas não valem a perda das penas nem da liberdade.

Oro pelos que têm sede de alegria e liberdade, para que se lembrem do que disse Jesus, aqui parafraseado: “Quem beber das águas salobras do Carnaval tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.13).

Volte-se para Jesus! Só Jesus pode dar alegria e liberdade verdadeiras!

Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
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Artigo Pr. Samuel - 11


Um caçador das montanhas, conta a lenda, encontrou um ninho de águia, tomou um dos ovos e o levou para casa, colocando-o sob uma galinha que chocava seus próprios ovos. Cumprido o tempo, nasceram os pintinhos e também uma aguiazinha. A galinha criou os seus pintinhos e o filhote de águia, dedicando-lhes o mesmo cuidado. A aguiazinha aprendeu a ciscar e a comer a comida dos pintinhos, além de fazer tudo o mais que eles faziam. E foi crescendo e vivendo naquele terreiro como se fosse uma galinha.

Ela sequer imaginava que podia voar nas alturas e dominar os céus, pois, vivendo como galinha, não aprendera a voar. Certo dia, a pequena “águia de galinheiro” viu uma águia voando nas alturas, como se fosse a dona dos céus. Achou aquilo maravilhoso e até sentiu vontade de voar. Ela achegou-se à sua “mãe galinha” e perguntou-lhe sobre aquela ave que estava a voar tão lindamente nas alturas. Sua mãe respondeu-lhe que aquela ave era uma águia, a “rainha das aves” e que só ela conseguia voar tão alto. E acrescentou: “Isto não é para nós; somos apenas galinhas!”

Desse modo, a pobre aguiazinha, acreditando que fosse apenas uma galinha, viveu toda a sua vida naquele galinheiro, sem jamais conhecer as alturas.

Esta lenda funciona como uma poderosa parábola da vida de muitas pessoas, que de algum modo estão a viver em condições semelhantes. Em vez de voarem, arrastam-se pela vida, frustradas e infelizes, sem reconhecerem o que são, sem jamais experimentarem os dons que Deus lhes deu na vida.

Deus nos compara à águia, chamada de a rainha das aves, pois é a que voa mais alto; os seres humanos são chamados de coroa da criação de Deus. A águia tem um vôo impetuoso, como impetuosos são os homens. Ela habita nas alturas e em lugar seguro; espiritualmente falando, fomos feitos para habitar no esconderijo do Altíssimo e descansar à sombra do Onipotente (Sl 91.1). Ela é forte e rápida; e aqueles “que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40.31).

O salmista Davi instava para que não esquecêssemos nenhum dos benefícios do Senhor: o perdão dos pecados, a cura das enfermidades, e o livramento do mal. Além do mais, indicava que a nossa força seria “renovada como a da águia” (Sl 103.1-5).

Embora não se tenha conseguido provar cientificamente a renovação da águia, há indicações bíblicas de que tal ocorra. A águia, assim como o homem, chega a viver setenta anos. Aos quarenta anos, ela experimenta grande decrepitude. Suas unhas estão compridas e flexíveis, o que a impede de agarrar as presas das quais se alimenta. O bico fica alongado e se encurva. Suas asas, envelhecidas e pesadas, em função da grossura das penas, tornam difícil a tarefa de voar.

Desse modo, a águia tem duas alternativas: morrer ou enfrentar um penoso e longo processo de renovação. Esse processo consiste em se recolher a um ninho no alto de um penhasco, onde começa a bater com o bico na pedra até arrancá-lo; depois, espera nascer um novo bico, com o qual arranca suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. Depois de cinco meses, a águia está pronta para o vôo da renovação.

Embora muitas pessoas desejem mudar de vida, paradoxalmente, a maioria não quer mudanças. Continuam a fazer tudo do mesmo modo, como se pudessem obter resultados diferentes sem precisar agir de modo diferente. Há quem pense que seria feliz, se tão somente tivesse mais dinheiro ou bens; ou se talvez fosse outra pessoa.
Como na lenda da águia, o problema está naquilo que fomos criados para ser, não no que temos ou nas circunstâncias que enfrentamos na vida. Fomos criados para nos relacionarmos com Deus através de Jesus, que disse: “Eu sou o caminho... ninguém vem ao pai a não ser por mim”.

Esse é o ponto de partida, sem o qual a vida fica nebulosa e confusa, e tudo o mais perde o sentido. “Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co 5.17).

Não se deixe conformar com o que é medíocre, mas renove a sua mente para poder experimentar “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). Sua vontade nos diz que renovar é preciso!

Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
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Artigo Pr. Samuel - 10


Antes da Páscoa

A Páscoa está chegando e, talvez, algumas pessoas estejam se indagando sobre o que fazer antes dela; ou então, pensando em como deveriam se preparar. Quantos ovos de chocolate comprar? E os coelhinhos de pelúcia? E as comidas especiais?

Ora, nada contra coelhinhos e ovos de chocolate, ou comidas especiais, mas devemos perguntar: o que os mesmos têm a ver com a verdadeira Páscoa?

Antes da Páscoa, convém que considerarmos a simbologia envolvida nessa comemoração. Os símbolos atuais, além dos poderosos atrativos comerciais que possuem, de certa forma não fazem outra coisa senão ocultar o verdadeiro sentido dessa festa judaico-cristã. Isto porque nada diz sobre coelhinhos saltitantes, fala de cordeiros mortos e sangue; nada diz sobre ovos de chocolate, fala de ervas amargosas.

Os símbolos da Páscoa são deveras importantes. Um símbolo é importante em razão de sua forma (ou sua natureza) servir para evocar, representar ou substituir, num determinado contexto, algo abstrato ou ausente.

Originalmente, a Páscoa foi instituída como festividade símbolo da libertação do povo de Israel do Egito, no evento conhecido como Êxodo. O Senhor Deus disse que cada família deveria tomar um cordeiro, sacrificá-lo e comê-lo assado, junto com ervas amargosas. Depois, deveria ser passado o sangue do cordeiro nos umbrais e nas vergas das portas. O Anjo da Morte percorreria a terra e passaria por cima das casas que tivessem o sinal do sangue e pouparia os seus primogênitos. (Êxodo 12)

Dessa sequência de eventos origina-se o termo Páscoa (do hebraico pesah) que significa “passar por cima”, ou “poupar”. Depois que o povo de Israel saiu do Egito, Deus ordenou a celebração contínua da Páscoa como memorial dessa libertação.

Mas a mensagem da Páscoa, embora se reporte a um acontecimento distante na História, traz importantes lições, contidas nos seus próprios símbolos. Assim, a Páscoa continha um simbolismo profético, como “sombras das coisas futuras”, que apontava para a redenção efetuada por Cristo. O apóstolo Paulo afirmou: “Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós” (1 Co 5.7). O cordeiro morto era como um símbolo antecipado do sacrifício de Cristo na cruz pelos nossos pecados. As ervas amargosas simbolizavam o nosso arrependimento.

Em suma, a Páscoa simboliza três coisas: liberdade da escravidão, salvação da morte e caminhada para a terra prometida. Para os hebreus, isso tinha um sentido físico, pois havia a escravidão a ser subvertida, a morte iminente a ser suplantada e a terra a ser conquistada.

Para nós, há o sentido de natureza estritamente espiritual, pois precisamos ser libertados da escravidão do pecado, ser salvos da morte, e caminhar na certeza de que o céu, onde Cristo habita, é o nosso destino final.

Infelizmente, para não poucos, a Páscoa nem sempre é um processo de expressão de fé; ela diz respeito ao rigor religioso da proibição de comer carne vermelha e à obrigação de frequentar a igreja. Para muitos, apenas enseja a oportunidade de comer chocolate, muitos ovos de Páscoa.

Para outros, porém, representa mais que comilança, mais que simples religiosidade. Páscoa é libertação. Portanto, se você é escravo de algum vício ou deformação de caráter, lembre que Deus tem o poder de perdoar, de libertar e de salvar.

A Páscoa é para todas as famílias. Portanto, se a sua família enfrenta problemas, clame a Deus, pois Ele pode dar livramento e tornar o seu lar uma bênção. A Páscoa é para cada pessoa. Portanto, se a sua vida não tem sentido, Deus quer lhe dar uma direção segura e levá-lo a uma “nova terra” de novas oportunidades.

A Páscoa representa também contrição, arrependimento e gratidão pela obra redentora de Cristo. Sendo um aferidor da nossa comunhão com Deus, ela insta para que nos acheguemos mais a Deus, para buscá-lo “enquanto se pode achar”.

A Páscoa é muito importante para todos nós. Portanto, antes da Páscoa, precisamos fazer uma reflexão e verificar a posição em que estamos diante de Deus, se em comunhão ou distantes.

A Páscoa é um poderoso lembrete de que Cristo está vivo. Ainda ressoam nos umbrais da História a palavra dos anjos às mulheres: “Buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; Ele ressuscitou, não está mais aqui!” (Mc 16.6). O túmulo vazio é o mais poderoso símbolo a lembrar o quanto a Páscoa é importante!

Portanto, antes da Páscoa, lembre-se de que, antes de tudo, Deus ama você e quer lhe dar vida abundante em Jesus Cristo.

Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
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Artigo Pr. Samuel - 09


Quando celebramos a Páscoa...

Ao chegar a Semana Santa, quando celebramos a Páscoa, temos sempre presente a opção de pensar no legado dessa festa de origem judaico-cristã e sobre a atitude que devemos ter para celebrá-la. Sabemos que muitos jamais o fazem. Assim, há os que celebram a Páscoa com a única preocupação dos quilos a mais que podem ganhar, obviamente por causa do excesso de chocolate.

Há também os que nutrem uma visão meramente comercial, com a possibilidade de bons negócios e dos lucros que possam auferir. Alguns poucos celebram-na sentindo-se mais próximos de Deus, contritos e arrependidos, mas com alegria espiritual e imensa gratidão pela obra redentora de Cristo. Outros há que não a celebram, antes a sofrem, se entristecerem, ou se privam das mínimas alegrias.

Quando pensamos em todas as movimentações que permeiam essa celebração e observamos os comportamentos e sentimentos demonstrados, podemos indagar o que Jesus poderia estar pensando das nossas motivações e atitudes. Será que Jesus se sente honrado com todas as manifestações que são feitas em Seu nome?

Sabemos que a Páscoa, originalmente, foi instituída como festividade símbolo da libertação de Israel do Egito, no evento conhecido como Êxodo. Nessa ocasião, um cordeiro era morto, comia-se sua carne numa reunião familiar, acompanhado de ervas amargosas e pão sem fermento. Essa celebração fazia parte da Antiga Aliança e apontava para o Cordeiro de Deus que seria morto pela humanidade.

Com Sua morte, Cristo instituiu uma Nova Aliança, celebrada com a Santa Ceia, comendo pão e bebendo vinho, que simbolizam o corpo de Jesus ferido e o Seu sangue derramado na cruz para salvar os pecadores.

Alguns religiosos colocam uma ênfase exagerada no sofrimento e morte de Cristo, como se a história tivesse parado nesse ponto, e nada falam da ressurreição. Em vez de alegria, há celebração da tristeza.

Ora, assim como a Páscoa dos judeus falava de libertação, também a Páscoa dos cristãos deveria falar alegremente da libertação que a morte e ressurreição de Cristo nos possibilitou. É isso que os evangelhos nos apresentam.

Por exemplo, no domingo, quando dois discípulos caminhavam para Emaús, com suas mentes embotadas pelos últimos acontecimentos da sexta-feira trágica, quando Jesus fora crucificado e morto, sua conversa girava acerca disso e de um novo “boato” que partira das mulheres.

O rumor de que Jesus havia ressuscitado se avolumava, mas debaixo de grande ceticismo. Nesse momento, Jesus se achega e pergunta o que lhes preocupava e sobre o que conversavam. Eles, perplexos, disseram: “És o único que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos dias?”

E Jesus, sendo o único que realmente sabia de tudo, perguntou: “Quais?” E eles continuaram: “O que aconteceu a Jesus, que era profeta, poderoso em palavras e obras, e como as autoridades o condenaram e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse ele quem havia de nos redimir; mas depois de tudo, é já este o terceiro dia, e nada aconteceu. E algumas mulheres disseram que ele ressuscitou. Alguns dos nossos foram ao túmulo e viram que estava vazio, mas não o viram” (Lc 24.13-35).

Ao usarem todos os verbos no passado, mostram que estavam presos no pensamento da morte, fixados nas trevas da tragédia da sexta-feira. Isso lhes roubava a luz da ressurreição do domingo. Por isso, a ressurreição, para eles, era apenas uma “conversa de mulheres”. Mas Jesus toma a palavra, os adverte, e cita as Escrituras a Seu respeito, dizendo que embora Sua morte estivesse predita, esta não seria a última palavra, mas sim a vida eterna que a Sua ressurreição traria a todos.

Essa é essencialmente a mensagem da Páscoa: Jesus vive! Infelizmente, ainda hoje, alguns continuam curtindo as dores da morte de Jesus. Outros ficam apenas chocados pela crueldade dos que mataram o Filho de Deus. Outros, mesmo sem bases bíblicas, celebram com a alegria rasa de chocolates e comilanças.

Anos de “poeira” histórica fizeram com que a real dimensão da Páscoa fosse perdida. O sacrifício do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo foi o maior ato do amor divino em prol da humanidade. Lamentavelmente, alguns se embriagam de futilidades e se esquecem da tragédia da cruz e da glória da ressurreição.

Quando celebramos a Páscoa, precisamos saber que não podemos viver nos mesmos pecados pelos quais Jesus morreu. Precisamos conhecer o poder da Sua ressurreição, pois Deus “nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1 Pe 1.3). Só assim a Páscoa será feliz com Jesus!

Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
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Artigo Pr. Samuel - 08


Bem-vindos a Belém

A minha mensagem hoje se resume num caloroso e abrangente convite para todos os que quiserem e se sentirem movidos para participarem das festividades do Centenário da Assembleia de Deus em Belém, a Igreja-mãe de todas as Assembleias de Deus no Brasil.
Bem-vindos a Belém, a cidade do Centenário!
Quem vos recebe é a Igreja-mãe das Assembleias de Deus no Brasil, a Igreja Centenária.
Quero lembrar aos convidados: a festa é de todos!
A festa é de todos os brasileiros, pois o Senhor Deus concedeu a esta grande nação um grande derramamento de poder do Seu Espírito Santo, e toda essa bênção começou através da Assembleia de Deus, reconhecidamente a maior igreja do País.
A festa é de todos os belenenses, pois Belém é a cidade do Centenário. Foi aqui que tudo começou, humildemente, com dois missionários e mais dezoito pessoas que acreditaram na “promessa do Pai”. Aqueles dias dos “humildes começos”, assim como toda a trajetória de lutas e glórias, podem ser celebrados agora com brados de júbilo e efusivas ações de graças pela geração do Centenário.
A festa é de todos os paraenses, pois “Pará” foi a palavra que Gunnar Vingren e Daniel Berg ouviram pela primeira vez na profecia que os trouxe a nossa terra.
A festa é de todos nós que carregamos o nome e a mesma identidade assembleiana. Nada nem ninguém pode nos dividir nesse momento único da nossa história. Se Daniel Berg e Gunnar Vingren estivessem vivos, certamente fariam coro com Jesus e pregariam a unidade da Igreja; eles diriam que gostariam de ver uma só Assembleia de Deus, unida pela comunhão do Espírito Santo, celebrando juntos com todas as suas diferenças, mas sempre dando toda a glória e honra ao Único e Soberano Senhor dos céus e da terra por todas as conquistas que culminaram com a nossa Geração do Centenário.
Teremos a singela alegria de receber todas as “filhas” assembleianas queridas, que certamente podem dizer como os pastores: “Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer”.
A festa é de todos os evangélicos, de todos os crentes em Jesus, pois todos somos irmãos em Cristo. À sombra do Calvário, todos somos iguais. E um dia estaremos todos juntos diante do trono de Deus e do Cordeiro que foi morto, mas ressuscitou, e vive para sempre.
A festa é também de todas as nossas autoridades, civis e militares e religiosas, pois o mesmo Deus que instituiu o princípio da autoridade, também concedeu a estas a graça de contarem com a Assembleia de Deus e inúmeras igrejas co-irmãs, as quais pregam a salvação em Cristo e se constituem no maior movimento de inclusão social e recuperação de pessoas e famílias em toda a história da humanidade.
A festa é de todos! Vinde, pois, a Belém e celebremos juntos o Centenário da Assembleia de Deus no Brasil. A festa é sua, a festa é minha, a festa é nossa!
Lembre-se disso: passados cem anos de Pentecostes no Brasil, aprouve a Deus nos conceder a honra de sermos a geração que vai celebrar o Centenário. Esta é uma inominável honra cuja preciosidade histórica será lembrada de muitas gerações. E nós queremos de todo o coração que todos os nossos convidados participem desse momento glorioso na presença do Senhor Deus.
É com intenso júbilo em nosso coração que convidamos você para participar da comemoração do Centenário da Assembleia de Deus no Brasil, que acontecerá de 16 a 18 de junho de 2011, em Belém do Pará, a cidade do Centenário!
A Assembleia de Deus em Belém é a Igreja do Centenário!
Nós somos a Geração do Centenário!
Sinta-se especialmente convidado para celebrar conosco.
Todos são bem-vindos a Belém!

Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
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Artigo Pr. Samuel - 07


Explode coração... é Centenário!

Geralmente eu sou mais racional que emotivo, um homem de poucas palavras e muito mais de ação. Eu considero que a minha fé é “pé no chão”, mas também “cabeça no céu”. E a razão de eu estar de certo modo me desnudando diante de meus leitores tem a ver com o momento especial que estou vivendo, ou seja, é fruto da apoteótica e emblemática celebração do Centenário da Assembleia de Deus em Belém e no Brasil.

Diante desses momentos extraordinários que Deus nos proporcionou, precisamos reconhecer que necessitamos da graça de Deus não somente para enfrentarmos grande lutas, mas também para celebrarmos grande conquistas. É isto que justifica o título de minha mensagem hoje.

Portanto, se Deus não segurasse o meu coração com a Sua bendita graça, este teria sucumbido e se transformado em mil pedaços, primeiramente diante das grandes lutas que enfrentamos ao longo de todo esse ano de preparação do nosso Centenário. Depois, nesses dias de festa, quando a emoção da presença bendita do Espírito Santo confirmando todo o esforço da nossa fé suplanta toda a dor e a angústia das grandes lutas.

A explosão que Deus me deu a graça de experimentar no meu oração é de glória e contentamento, é de extrema alegria e gratidão... são explosões múltiplas, mas todas benéficas, abençoadas e abençoadoras.

Quando um jornalista me perguntou sobre a impressão que tive do primeiro dia da festa do Centenário, eu respondi que a impressão firmada no meu espírito é que o povo assembleiano tem se mostrado grande diante dos imensos desafios, pois é um povo forte e unido, gente que está com muita sede de oportunidade de comunhão, independente da organização e da tendência ministerial. A Assembleia de Deus é uma igreja unida, fervorosa e abençoada.

Inaugurar em um mesmo dia o Museus Histórico, a Avenida Centenário e o Centro de Convenções foi uma emoção sem tamanho, difícil de descrever.

Ora, tudo quanto nós não conseguimos em 100 anos, estava bem ali na nossa frente, era nosso, conquistas da nossa geração. Eu desatei a chorar em todos os três momentos, com o Pr. Firmino Gouveia ao meu lado, que também não parava de chorar.

O Museu Histórico, aquilo para mim foi uma realização extraordinária. As pessoas precisam ir lá para ver o que eu vi e sentir o que eu senti. A multidão presente no trajeto da Avenida Centenário, o ânimo da Igreja por onde passávamos, aplaudindo e louvando ao Senhor Jesus, como era comovente! Ao chegar ao Centro de Convenções e contemplar aquele mar de gente, eu disse: “Meu Deus, eu posso dizer como Simeão: Oh, Deus, o Senhor já poderia me levar, pois os meus olhos viram o Teu milagre em um ano nesta festa do Centenário”.

É um milagre, mas é também a prova de que com a união, o amor, a fé e o sacrifício, nada pode nos superar.

Uma outra impressão que destaco aqui é a do acolhimento de toda a sociedade, pois Deus nos deu graça diante de todo o povo da querida cidade de Belém do Pará. Há decerto um novo momento de relacionamento com toda a sociedade. A sociedade nos acolhe e, em contrapartida, nós afirmamos nossa utilidade em serviço abnegado à sociedade, de modo que esta se orgulhe em saber que a Assembleia de Deus é um patrimônio histórico e cultural de nossa cidade, abençoando também o Brasil e o mundo.

Louvo a Deus pela presença das nossas autoridades públicas hipotecando o seu apoio a esta causa. Muito nos alegrou também a presença maciça da imprensa e a cobertura fantástica que tem feito da nossa celebração, inclusive com matéria jornalística em telejornal de abrangência nacional.

Foi uma enorme surpresa para mim a presença do imenso público que compareceu às várias programações, especialmente em dias normais de trabalho. O Mangueirão ficou completamente lotado (e uma multidão sem poder entrar), como talvez em nenhuma outra ocasião, inclusive com ocupação de seu gramado.

Este momento representa a caminhada de uma nova geração, que tem culminado com uma renovação interna da Assembleia de Deus. Isto é o sopro de Deus, é fruto da renovação do Espírito.

A Geração do Centenário tem a responsabilidade de ser a mais simples e a mais prática possível, tanto no que diz como no seu exemplo de vida. Por isso, a síntese de sua mensagem é esta: Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e o será para sempre!Sinto uma grande emoção e louvo ao meu Deus pelo privilégio de viver este momento. Hoje a Assembleia de Deus em Belém completa 100 anos de vitórias! Explode coração... é Centenário!Samuel Câmara Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja MãeConfira os artigos do Pastor Samuel Câmara, todas as semanas no jornal "O Liberal" -http://www.oliberal.com.br/

Artigo Pr. Samuel - 06


Glória a Deus pelo Centenário!

Glória a Deus pelo Centenário! Celebramos o fato de, há 100 anos, no Brasil, exatamente em Belém do Pará, ter começado o maior movimento pentecostal da atualidade, um dos mais importantes movimentos da história da fé cristã. Glória a Deus! Este movimento espiritual chamado “Assembleia de Deus” se iniciou no meio dos crentes em Jesus, os quais começaram a indagar sobre a atualidade do poder do Espírito Santo e acerca dos dons espirituais citados nas Escrituras.

E quando Deus respondeu a essas indagações sinceras de corações sedentos com o derramamento do poder do Espírito Santo, o fez do mesmo modo que no princípio da Igreja de Jesus Cristo, em Jerusalém. Foi assim que se formou a Assembleia de Deus, em Belém do Pará.

Glória a Deus, pois são passados 100 anos, todos repletos de bênçãos que glorificam o nome do Senhor! A glória e a honra pertencem unicamente a Deus!

O fato de a pequena Belém, do início do Século XX, ter sido o alvo da escolha divina para iniciar esse grande movimento pentecostal é algo surpreendente. Belém era uma cidade de economia decadente, com o fim do ciclo da borracha. Além disso, por não dispor de saneamento adequado, sua população sofria terrivelmente por causa de muitas e graves doenças tropicais.

Deus começou essa obra com dois estrangeiros, Daniel Berg e Gunnar Vingren, que vieram sem nenhum apoio financeiro ou suporte missionário; além disso, nem mesmo sabiam falar a nossa língua. O pequeno rebanho que conseguiram reunir contava menos de vinte crentes, sem personalidades de destaque em qualquer área.

Glória a Deus! Pois foi exatamente nesta cidade e com esse pequeno grupo que o Senhor começou esta Igreja vitoriosa. Hoje, a Assembleia de Deus está presente em cada recanto deste imenso País e já alcançou quase o mundo todo!
Glória a Deus! Pois celebramos com graça e com glória o Centenário da Assembleia de Deus.

Glória a Deus por todos os desafios vencidos! Inauguramos o Centro de Convenções no prazo, quando ninguém achava que seria possível. Inauguramos também a Avenida Centenário e o Museu Nacional. Estamos em vias de fechar o desafio de decisões, batismos em água e no Espírito Santo. Alcançamos a marca dos cem novos templos na cidade de Belém. Passamos dos 700 mil quilos de alimentos distribuídos aos famintos. Glória a Deus!

A celebração do Centenário da Assembleia de Deus, de fato, foi uma bênção completa. O casamento comunitário de 1018 casais encantou a cidade. As Conferências Pentecostais no Centro de Convenção foram muito abençoadas e edificantes. As Celebrações no Estádio Mangueirão foram uma prova da bondade do Senhor, pois ali só choveu a graça de Deus, além de ficar superlotado todos os três dias.

Glória a Deus! Estou como quem sonha, a minha boca se encheu de riso, meu coração está jubiloso, tudo por causa da bondade do Senhor, por nos ter surpreendido.

Quem se esforçou e pode dizer: ‘Tudo o que me veio a mão para fazer, eu fiz’, também deve reconhecer que, não fosse o Senhor, que esteve ao nosso lado, nada teria funcionado tão bem. Muito obrigado, Senhor!

A festa não girou em torno de grandes personalidades, nem de coisas mirabolantes; tão somente Deus resolveu honrar a Igreja, e esta, por sua vez, lhe retorna a glória devia ao Seu nome. Todos nós reconhecemos: foi o Senhor quem fez isto, e é maravilhoso aos nossos olhos!

A minha gratidão também se estende a todos os que, direta ou indiretamente, contribuíram para o sucesso do Centenário. Tenho imensa gratidão a essa Geração do Centenário, pela fé, pela união, pelo amor e pelo esforço dedicado ao nosso Centenário.

Muito obrigado a todos: às nossas autoridades, pelo apoio, consideração e participação; a toda a Imprensa, que deu grande destaque à nossa festividade; às caravanas de todo o Brasil e do mundo; aos preletores e cantores, pela brilhante participação; aos filhos dos pioneiros, por terem vindo celebrar conosco; aos presidentes de Convenções e representantes de Igrejas do Brasil e do mundo.

Não daria para citar todos os nomes, obviamente para não cometermos injustiças, ou por falta de espaço ou por esquecimento involuntário. Decerto o Senhor Jesus recompensará a todos.

Acima de tudo, sou imensamente grato a Deus, a quem pertence a honra, a glória e o louvor para sempre! Amém!


Samuel Câmara

Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
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Artigo Pr. Samuel - 05


O Centenário continua...

Quero externar mais uma vez a minha terna gratidão a todos pelos imensos esforços desprendidos até agora por essa Geração do Centenário, em abençoar os nossos empreendimentos em prol do Centenário da nossa querida Assembleia de Deus. Presto aqui a minha homenagem a você que celebrou e batalhou por um Centenário digno do nome do Senhor Jesus, desta querida Igreja-mãe e da cidade de Belém do Pará.

Quero lembrá-los que a festa continua. Mantenhamos o ânimo, pois a celebração do Centenário continuará até o final deste ano, através de abençoadas festividades mensais que possibilitem a quem não pôde vir nos três dias principais possa ainda vir a Belém e ser partícipe da plenitude da bênção de Cristo dispensada por Deus ao Seu povo nestas festividades.

Além disso, permitirá também a quem nada fez, ou quem ainda quer fazer mais, deixar a bênção fluir e fazer tudo o que lhe compete em prol do Centenário. Eu e minha família, assim como aqueles que estão comigo nessa causa, vamos continuar plantando a nossa semente financeira para abençoar esta grande obra, afirmando a nossa fé na infalível Palavra de Deus: “Quem semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura, com abundância também ceifará” (2 Co 9.6).

Lembro-me de um fato interessante acontecido uma semana antes da inauguração do Centro de Convenções, quando altas autoridades públicas estavam visitando as obras. Atônita e mostrando genuína admiração, uma delas indagou como conseguíamos fazer algo tão grande em tão pouco tempo e com tão poucos recursos financeiros. De repente, sem que ninguém tivesse programado nada, uma irmã bem velhinha, um pouco trêmula e quase não podendo andar, aproximou-se resolutamente e estendeu a mão com um envelope no qual colocara sua oferta. Agradeci emocionado, dei-lhe um abraço e a abençoei.

Naquele momento, outros irmãos também trouxeram seus envelopes com suas ofertas, outros doaram objetos e trouxeram oferta específica para pagar diárias de trabalhadores. Enfim, tudo aconteceu tão rápido, e eu fiquei emocionado e quase sem palavras. Nem mesmo precisei responder às autoridades. A resposta estava ali, bem na nossa frente, representada pela ação de Deus em mover o coração do Seu povo para ofertar generosamente na Sua obra.

Precisamos, pois, manter o coração focado na graça de continuarmos sendo generosos, ampliando a mobilização de doações financeiras, pois até agosto temos de pagar R$ 4,5 milhões referentes a parcelas dos investimentos feitos na grande celebração do Centenário (o que inclui: adequações no Museu, adornamento da Avenida Centenário, construção do Centro de Convenções, além de toda a infraestrutura da festa).

Gostaria de pedir a você que continuasse orando em prol da conclusão de todo esse trabalho, aproveitando as oportunidades e fazendo a parte que pode fazer. Eu estou bem certo que aqueles que jamais fecharam as suas mãos ao longo desse percurso vitorioso mantê-las-ão generosamente abertas para que a Celebração do Centenário não nos deixe nenhuma sequela financeira.

Tenho ouvido de muitas pessoas o quanto foram abençoadas por terem ajudado na operacionalização do Centenário, como ofertantes, empreendedores, ajudantes, enfim, pessoas que tudo fizeram e não mediram esforços para construírem com oração, ofertas, suor e lágrimas o sonho de termos uma celebração do Centenário digna do nome excelso do nosso bom Deus e Senhor Jesus Cristo.

Tenho ouvido também de muitos que vieram a Belém celebrar conosco o quanto foi importante e abençoador para eles participarem conosco nesses dias de festa. Alguns afirmam que se sentiriam imensamente culpados e não se perdoariam se não tivessem vindo, pois aqui provaram da abundante graça de Deus e foram imensamente abençoados. Uns tantos reafirmaram seu compromisso de continuar orando e ofertando, outros tantos passaram a tomar como seu esse mesmo compromisso.

Sendo assim, oro a Deus para que continue a mover o coração do Seu povo, tanto para orar como para contribuir financeiramente, tanto para arregaçar as mangas como para apoiar aqueles que assim o fazem. Desse modo, unidos no Senhor e na força do Seu poder, mantenhamos a firme confiança Naquele que prometeu, pois é Deus Fiel e Verdadeiro, galardoador dos que o buscam.

Mantenhamos o coração firme nas promessas de Deus, marchemos juntos e cantemos: Assembleia de Deus chega ao Centenário, todo o povo de Deus avante vai! Louvemos a Deus e continuemos marchando com gratidão em nossos corações, pois a bênção de celebração do Centenário continua.


Samuel Câmara

Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
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Artigo Pr. Samuel - 04


Sob o signo de tentações e provações

Tentações e provações são inerentes à vida humana. Isso levou Roy Baumeister, professor de uma universidade americana, a elaborar uma pesquisa sobre o tema junto a seus alunos. Eles deveriam ficar em completo jejum durante um certo período de tempo e, depois, deixados isolados com um prato de rabanetes e outro de biscoitos. Era permitido aos alunos comerem os rabanetes, mas terminantemente proibido provarem dos biscoitos.

Com grande esforço, todos os alunos conseguiram resistir à tentação de comerem os biscoitos. Como resultado desse teste, logo depois, os alunos não conseguiram desempenhar tarefas intelectuais; estavam psicologicamente exaustos. Concluiu-se que o autocontrole demanda caráter, decisão, mas dispende uma grande carga de energia. A mente precisa ser “recarregada” antes de poder ser usada novamente.

Algo que precisa ser entendido a respeito de tentação e provação é que estas são dois lados de uma mesma moeda. No grego, uma só palavra expressa ambos os conceitos. Mas há uma diferença fundamental entre ser tentado e ser provado. Alexander Maclaren esclareceu essa diferença num sermão intitulado “Fé testada e coroada”. Para ele, a tentação dá a ideia de se apelar para a pior parte de uma pessoa, com o desejo de que se submeta e faça o que é errado. A provação, por sua vez, significa um apelo à melhor parte de uma pessoa, com o desejo de que ela resista.

Maclaren continua: “A tentação diz: Faça isso porque é agradável; não seja impedido pelo fato de ser errado. A provação diz: Faça isso porque é nobre e certo; não seja impedido pelo fato de ser doloroso”.

Assim, em geral, uma pessoa sofre tentação quando esta busca em si uma disposição de ânimo para praticar coisas erradas ou censuráveis. Alguém é provado quando enfrenta uma situação aflitiva ou penosa, que geralmente o atormenta, aflige e martiriza.

Podemos encontrar esses dois exemplos em grandes homens.
O rei Davi foi tentado quando viu Bete-Seba tomando banho num riacho. Sucumbiu. Dele saiu o pior, providenciou para que o marido dela fosse morto, para encobrir o próprio pecado. Quanto sofrimento adveio disso! Anos antes, quando jovem, foi provado ao ter de enfrentar o gigante Golias. O exército de Israel fora intimidado por quarenta dias, ninguém se habilitara à luta. Davi ousou confiar apenas no Senhor. Venceu! Ali nascera um destemido e valoroso guerreiro, que veio a ser rei.

O patriarca Abraão, no Egito, foi tentado a mentir que sua bela esposa Sara era sua irmã, pois temia ser morto. Dele brotara o pior. E quantos problemas enfrentou por isso! Anos depois, enfrentou uma dura provação. Deus lhe pedira que oferecesse o seu filho Isaque em holocausto. Ele resolveu obedecer. Deus havia dito que a sua descendência através de Isaque seria numerosa. Ele cria que Deus poderia ressuscitar o seu filho de entre os mortos. Isso o habilitou a se tornar o “pai de todos os que creem”.

Vejamos o exemplo de Jesus. Quando Ele foi tentado por Satanás quarenta dias no deserto, resistiu e venceu. Com isso, se habilitou a nos ajudar, como está escrito: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”.

No jardim do Getsêmani, Jesus foi provado. Ele estava para se oferecer como sacrifício para a nossa salvação, receber sobre si todos os pecados da humanidade, se tornar Ele próprio pecado; isso quebraria a comunhão eterna com o Pai e Ele teria que provar a morte. Em agonia, pediu ao Pai que fosse passado de si esse cálice; todavia, resolveu obedecer a vontade de Deus: “Faça-se a tua vontade”. O mundo nunca mais foi o mesmo depois dessa decisão.

Assim é a vida, com suas tentações e provações, que acometem a todos indistintamente. Mas principalmente os líderes devem tomar cuidado com as respostas que dão às tentações e provações da vida, pois tudo o que eles fizerem repercutirá nas gerações seguintes.

Há aqueles que começam bem, mas não sabem como terminar. Iniciam a vida sofrendo muitas provações, são tentados, mas não se corrompem, não fazem alianças espúrias, vivem com fidelidade, mesmo expostos a um ambiente eivado de corrupção. Mas depois, tentados pelo poder, resolvem ceder, deixando o rastro de um caminho tortuoso que nunca será esquecido.

Conclamo a todos a serem fiéis a Deus; em vez de confiarem no homem que falha, confiem no Cristo que venceu todas as tentações e provações. Só Ele poderá nos ajudar a fazer o mesmo.

Samuel Câmara

Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
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Artigo Pr. Samuel - 03


Asas da Liberdade, para quê?

Uma canção bem conhecida clama para que a liberdade abra as suas asas sobre nós. Muitos poetas a louvaram. Incontáveis livros lhe foram dedicados. Mas para que queremos a liberdade?

Suponha que um grande navio esteja naufragando e só o capitão saiba disso. Assim, ele anuncia aos passageiros da segunda e terceira classes que está liberado o acesso para a primeira classe. Todos poderão beber todo o uísque, vodka ou vinho que desejarem – grátis! Quem quiser, pode jogar futebol dentro da sala de jantar. Se quebrarem qualquer coisa, não tem problema. O cassino está liberado, não é preciso pagar pelas fichas. A partir de agora, anuncia o capitão, tudo está liberado. Os passageiros ficam felizes, achando que agora a liberdade no navio é completa. Pensam até que o capitão é “o cara”. O que os passageiros não desconfiam, porém, é que logo estarão todos mortos.

Mas suponha a situação inversa: todos sabem que o navio vai afundar. Embora o capitão liberasse tudo, os passageiros, prestes a morrer, poderiam indagar: “Liberdade, para que te quero?”
O mundo é assim como esse grande navio. Muitas pessoas acreditam que são livres porque estão se divertindo e fazendo o que querem. Não se importam muito com Deus ou mesmo se terão que prestar contas algum dia de seus atos. Principalmente em suas festinhas, o “capitão” as manda liberar geral – sexo, drogas, álcool, tudo o que desejarem. Liberdade!
A conta sempre vem depois. É sugestivo que no dia seguinte ao exercício dessa “liberdade” só sobrem a vergonha e as cinzas dos projetos de vida que se destruíram. E cinza é o nome dado ao que resta de uma combustão, fogo ou incêndio, com o seu efeito devastador de reduzir tudo a nada.

Muitos expressam sua liberdade em noitadas e festanças regadas a bebidas, sexo e drogas, como uma forma “saudável” de extravasamento das emoções e sublimações de problemas de toda ordem. Ao acordarem em meio às ressacas morais, sem saber como reconstruir o que foi devastado pelos exageros (financeiro, moral, físico e espiritual) a que se submeteram nas horas de exercício da “liberdade”, é que se darão conta do quanto lhes custou fazer o que quiseram.

Sabemos que o bem mais importante da vida é a liberdade. A gaiola pode até ser de ouro, mas pergunte ao pássaro onde preferiria estar. Alguém pode ter dinheiro, saúde e bens, mas não ser livre para usá-los adequadamente os torna tão inúteis como a vida de um prisioneiro.
Mas liberdade para quê? Para destruir a própria vida? Para destruir a família? Para implodir o próprio futuro?

Pergunte às adolescentes que geraram filhos indesejados e deixaram os estudos; aos que se tornaram escravos dos vícios; às que praticaram abortos; aos filhos indesejados abandonados em creches ou nos juizados de menores; aos que foram infectados por doenças letais e sexualmente transmissíveis, que em breve ceifarão suas vidas preciosas; aos que contraíram dívidas que perturbaram sua paz e destruíram suas famílias – pergunte o que ganharam com sua “liberdade”.

Afinal de contas, não é sempre a mesma coisa diante de nossos olhos? O mal uso da liberdade?

No dia em que os pais e as autoridades fizerem as contas do prejuízo social e financeiro que essa tão propalada “liberdade” de cada um fazer o que bem entende oferece, então talvez algo precise ser dito, antes que as gerações futuras nos julguem por não termos ensinado aos nossos filhos como ser livres.

Liberdade é um conceito paradoxal. Quem acha que é livre para fazer tudo o que quer, pode apenas estar sendo prisioneiro dessas mesmas coisas, que se transformam em vício e compulsão. Jesus disse: “Aquele que comete pecado é escravo do pecado”.

A Bíblia orienta: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao final, dá em caminhos de morte”. Mas Deus quer o melhor para nós: “Os meus pensamentos a vosso respeito, diz o Senhor, são pensamentos de paz e não de mal, para vos dá o fim que desejais”.

Com efeito, Cristo oferece a verdadeira liberdade, para que você seja livre e não precise jamais de subterfúgios para ser feliz — nem drogas, nem sexo casual, nem violências, nem bebidas, tudo sem vícios e sem excessos. Você será liberto dos pecados e terá o coração transformado. Sua nova vida agora será vivida em Cristo, por Cristo e para Cristo, em obediência e gratidão ao Deus que “nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor”.

Asas da liberdade, para quê? Para ser livre em Cristo!

Samuel Câmara

Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
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Artigo Pr. Samuel - 02

Em busca da fonte da juventude

Muitas obras foram escritas sobre uma possível fonte da juventude. Os sábios do passado gastaram longas horas em esquadrinhar esse mistério. Mas existe realmente uma fonte da juventude? Ou isso é assunto de alquimistas, em sua busca inglória pela juventude eterna? Ou permanecer jovem é uma arte, cujo “segredo” só poucos descobrem?

Um ditado afirma que só não fica velho quem morre cedo. Há pessoas que, mesmo jovens na idade, parecem velhos na alma. Já não lutam por nada, não buscam conquistas. Ademais, sempre jogam um “balde de água fria” nas nossas melhores aspirações.

Se permanecer jovem é uma arte, ela se expressa na atitude de a pessoa continuar jovem interiormente, na mente, no espírito, em constante desafio às rugas e aos cabelos brancos por fora.

Um número crescente de pessoas, principalmente mulheres, recorre a cirurgias estéticas, com temor da velhice que se prenuncia. Nada contra tentar melhorar o que pode ser melhorado. Mas o nosso corpo, sob o efeito da lei da gravidade, indubitavelmente envelhece. Mesmo que mintamos a idade, o nosso corpo, esse “envelope” que guarda o verdadeiro ser, fala mais alto.

Com efeito, precisamos permanecer jovens a despeito da passagem do tempo. Isso levou Moisés, o grande legislador, a orar: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio”.

Quando o famoso inventor Graham Bell tinha 75 anos, alguém íntimo seu disse: “O mais notável a respeito do Dr. Bell é que ele é mais moço do que outros com a metade de sua idade. Parece que descobriu uma fonte da juventude que o conserva perenemente alerta e vigoroso”.

O Jesus que vemos retratado nos evangelhos – diferentemente do pintado por artistas de todas as épocas, como um personagem apático, reticente, soturno, fraco, magro e impotente – era não somente forte e vigoroso, mas também cheio de vida interior, pleno de alegria, enfim, era jovem na acepção ampla do termo.

Como, pois, permanecer jovem? Qual o “segredo” dessa fonte da juventude? Se alguns conseguiram, como não conseguiríamos também?

Se há uma receita para permanecer jovem, creio que esta consiste em três pontos essenciais:

Primeiro, é preciso conservar jovem o coração. Manter o espírito sempre jovem tanto faz bem aos outros como nos traz grandes benefícios. A Bíblia afirma: “O coração alegre aformoseia o rosto”, ou seja, nos faz parecer mais bonitos. Isso começa quando mantemos uma atitude alegre.

Poucas coisas são tão desagradáveis quanto ficar perto de alguém mal humorado. Devemos ter em mente este provérbio: “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos”. Quando mantemos uma atitude alegre, os problemas se tornam apenas uma oportunidade de milagres e vitórias, não prenúncios de derrota, e a vida fica mais doce e frutífera.

Segundo, é necessário apegar-se aos sonhos. Você jamais poderá ir além de seus sonhos. Mas não irá a lugar algum sem eles. Alguém disse: “Pouco resta a fazer além de enterrar um homem quando o último de seus sonhos está morto”. Quem deixa de sonhar deixa de viver.

Para alimentar os seus sonhos, procure tirar inspiração dos bons exemplos, principalmente nos jovens de espírito que continuam criativamente ativos até ao fim da vida. Isso pode inspirar e mudar a nossa vida. Goethe completou sua maior obra, Fausto, aos 82 anos. Ticiano pintou suas obras-primas aos 98. Toscanini regeu até aos 87. Aos 81, Benjamin Franklin ajudou a elaborar a Constituição dos Estados Unidos. Firmino Gouveia continua produtivo aos 86.

Ter sonhos o fará crescer continuamente. Decerto, não ficamos velhos, envelhecemos quando deixamos de sonhar. Force a sua mente a sair da rotina. Leia bons livros, medite nos princípios eternos da Palavra de Deus, ore, procure ver novas possibilidades, assuma novos desafios. Como diz um provérbio: “Os caminhos batidos são para os homens vencidos”.

Terceiro, é preciso aprender a esperar no Senhor. João Batista disse: “O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada”. Assim, Deus nos oferece o melhor: “Eu vim para que que tenham vida e a tenham em abundância”. Deus não é um estraga prazeres, antes quer ser o parceiro de nossa jornada. Se Ele for a Fonte renovadora do nosso vigor, cumprir-se-á em nós o que está escrito: “Os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam”.

Não existe uma fonte da juventude mágica. Mas permanecer jovem não somente é possível, é uma arte que precisa ser vivida, mas sempre com a bênção de Deus.

Samuel Câmara

Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
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Artigo Pr. Samuel - 01

Que tipo de Cristão é você?
Certa mulher, membro antiga de uma conhecida igreja, foi entrevistada: “Diga-me, em que você crê?” Ela respondeu: “Eu creio no que a minha igreja crê”. Replicaram: “Mas em que sua igreja crê?”. Ela emendou: “Minha igreja crê no que eu acredito”. O jornalista então perguntou: “Já que você crê no que a sua igreja acredita, e sua igreja crê no que você acredita, em que você e sua igreja creem?” Ela respondeu, rapidamente: “Nós cremos na mesma coisa”.

Esta é uma ilustração de uma realidade cada vez mais comum: as igrejas estão cheias de pessoas cuja fé é vaga e estéril. São os ditos “cristãos nominais”, que normalmente frequentam os cultos, cantam, contribuem, têm um verniz evangélico no comportamento, mas param por aí. Alguns desses praticam uma religião “toma-lá-dá-cá”, estão sempre atrás de bênçãos, mas não parecem interessados em manter um real relacionamento com Deus.

Na esteira desse comportamento cada vez mais frequente prospera o argumento de que “todos somos filhos de Deus”, a identificar de alguma forma que fazemos parte de um propósito superior.

As ciências sociais têm dado valiosas contribuições a respeito do comportamento humano, mas é inegável que, a despeito disso, deixam de explicar adequadamente o propósito do ser humano nesta vida. Deixam de explicar por que o vazio interior (ou necessidade de sentido de vida) desencadeia a busca pelo divino.

O conceito bíblico é que Deus criou os seres humanos para que cumpram o Seu propósito e que, sem essa clara percepção, nada na vida fará de fato sentido completo. Com efeito, nesse aspecto, todos somos filhos de Deus, por “direito de criação”.

O propósito divino é que amemos e sejamos amados por Deus; que o glorifiquemos e desfrutemos de íntima comunhão com Ele e com a Sua Criação. Como criaturas de Deus, Ele mesmo nos dotou de um apetite espiritual que nos faz sentir necessidade de sua presença. Isso levou Blaise Pascal a afirmar: “Toda pessoa tem no coração um vazio do tamanho de Deus”. Isso também ajuda a explicar a fome pelo divino que cada pessoa demonstra, principalmente ao engendrar os seus próprios meios de chegar a Deus, criando religiões, formando divindades, cultuando ídolos etc.

Quando Deus nos criou, fez-nos à Sua imagem e semelhança. Isso diz respeito aos elementos da personalidade e individualidade, liberdade de escolha, responsabilidade moral, habilidade criativa, capacidade de amar e ser amado, possibilidade de desenvolver o potencial como pessoa etc. Isso tudo refletia a essência da natureza divina em nós.

A partir desse ponto de sermos “semelhantes” a Deus, é que se deu a ruptura. O pecado danificou a nossa natureza quando este potencial de sermos “quase” como Deus foi explorado de modo abusivo e fora do Seu propósito.

Para corrigir esse “desvio de rota” existencial é que Jesus veio ao mundo, tomou sobre Si os nossos pecados, morreu na cruz, ressuscitou ao terceiro dia, foi elevado aos céus, estando agora assentado à direita de Deus Pai, onde intercede por nós. “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Tm 2.5).

Ser filho de Deus não é um privilégio para poucos, mas para todos os que desejam e buscam sinceramente o perdão e a salvação de Deus pelos méritos de Jesus. Não de religiões, não de santos, nem de ídolos; só de Jesus!

Essa filiação vem pelo novo nascimento, quando cremos na obra redentora de Jesus e entregamos a vida a Ele, que nos torna filhos de Deus, agora por “direito de redenção”. Como está escrito: “A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (Jo 1.12).

Muitas igrejas se afastaram desse evangelho simples e poderoso – que até as crianças podem entender – e criaram fórmulas anti-bíblicas e marqueteiras que geram cristãos nominais, cuja fé é superficial e estéril.

Elas deviam estar pregando que Jesus é definitivamente “o novo e vivo caminho” para se chegar a Deus, sendo o único modo de restaurar a comunhão perdida por causa do pecado; que essa é a maneira de retornar ao propósito original de mantermos uma íntima comunhão com Deus e andarmos na sua presença, agora como filhos amados. É para isto que a igreja existe, para tornar o Senhor conhecido, não para ser fonte de lucro ou promoção pessoal de líderes personalistas.

Há esta diferença cabal entre cristãos nominais e os cristãos filhos de Deus: “Se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (Rm 8.17). Que tipo de Cristão é você?

Samuel Câmara

Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
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