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terça-feira, 21 de junho de 2011
História completa das Assembléia de Deus. Uma homenagem ao centenário desta denominação

Missionária Frida Vingren (1891-1940)

Celina Albuquerque (1874-1969)

Gunnar Vingren (1879-1933)

Gunnar Vingrem (Östra Husby, 8 de agosto de 1879 — Suécia, 29 de junho de 1933) foi um missionário evangelista pentecostal sueco. Atuou no início do século XX naAmazônia e Nordeste brasileiro. De seu trabalho surgiram as Assembleia de Deus no Brasil.
Imigrou aos Estados Unidos onde se formou em estudo pastorais pelo Seminário Teológico Sueco de Chicago. Ministrou algumas igrejas batistas escandinavas e decidiu seguir sua vocação missionária. Veio ao Brasil com Daniel Berg no final de 1910, estabelecendo-se em Belém.
Estudou português e propagou a doutrina pentecostal de maneira proselitista inicialmente entre batistas em Belém e depois entre ribeirinhos da amazônia e no nordeste brasileiro. Na década de 1920 mudou-se para o sul a fim de ampliar sua atividade missionária.
Trabalhou na organização da nascente Assembleias de Deus através de criar publicações, convocar a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, compilar um hinário.
Em 1898, Vingren teve oportunidade de participar de uma Escola Bíblica; ao final daquele mês de estudos, começou já o trabalho missionário no interior de seu país. Em 1903, viajou para os Estados Unidos, e logo ingressou num Seminário Teológico Batista em Chicago. Em 1909, Deus o encheu de uma grande sede de buscar o batismo no Espírito Santo o que não tardou a receber. Ao pregar esta verdade à igreja que pastoreava, começaram os problemas; a igreja se dividiu entre os que criam e os que não criam em sua pregação. Dirigiu-se, então, para South Bend, Indiana, onde a igreja recebeu com gozo as Boas Novas e se tornou uma igreja pentecostal com 20 batizados no Espírito Santo no primeiro verão.
Sua Chamada Para o Brasil
Numa reunião de oração, um dos irmãos presentes foi revelado que Gunnar Vingren serviria ao Senhor no Pará, que mais tarde ele descobriu que era um estado no norte do Brasil. Numa outra reunião como aquela, seu futuro companheiro, Daniel Berg, que conhecera numa conferência em Chicago, foi chamado para acompanhá-lo ao Brasil. Depois disto, não demorou muito para que a ida ao campo se tornasse uma realidade. Seus últimos dias na América foram de provas, atestando de que Deus é quem os chamava para a obra. Finalmente, partiram do porto de Nova Iorque com destino a Belém do Pará no dia 5 de novembro de 1910.
Adaptação ao Campo
No dia 19 de novembro desembarcaram em terras brasileiras. Com certa dificuldade, sobretudo porque não falavam a língua nativa, chegaram até a casa de um pastor batista que lhes ofereceu hospedagem, um corredor escuro no porão da casa e sem janelas. Para aprenderem o português, Daniel trabalhava numa fundição durante o dia, enquanto Gunnar estudava, e à noite, então, ele compartilhava o que tinha aprendido. Apesar da pobreza, da simplicidade da alimentação, das doenças, calor e mosquitos, a chama do Evangelho os enchiam cada vez mais de gozo, atenuando assim o sofrimento.
Primeira Assembléia de Deus
Depois de seis meses, Vingren foi convidado para dirigir um culto de oração. Sem receio, ensinou-os acerca das operações do Espírito Santo e da cura divina. Durante aquela semana, nas reuniões de oração nos lares, o Senhor curou a senhora Celina Albuquerque de uma doença incurável e dias depois a batizou com Espírito Santo e com fogo, sendo então a primeira pessoa brasileira a receber a promessa. Na semana seguinte, o pastor da igreja entrou de surpresa num daqueles cultos; depois de declarar várias acusações, insinuando que eles ensinavam falsas doutrinas, provocou uma divisão na igreja que findou na exclusão dos missionários e mais dezoito membros que os apoiaram testificando a verdade. Então, em 18 de junho de 1911 estes formaram a primeira Assembléia de Deus.
Avanço da Obra
O trabalho missionário não se reteve, avançando de cidade em cidade, onde o Evangelho era pregado e os sinais os seguiam. Sofriam muitas perseguições, sobretudo pelos católicos que eram ensinados que a Bíblia dos protestantes era falsa e se lida os levaria ao inferno; que Maria e os santos são intercessores junto a Jesus; que aqueles que não seguissem o catolicismo iriam para o inferno, e outros. Apesar das dificuldades, onde passavam, o Senhor curava, salvava, batizava com o Espírito Santo e manifestava seu poder por seus dons, sinais e maravilhas. Desta forma, a quantidade de crentes crescia a cada dia. Contemplavam, também, o fim daqueles que se levantavam contra a obra, pois era o próprio Deus quem lhes dava a recompensa. Nos primeiros quatro anos de trabalho foram 384 pessoas batizadas nas águas e 276 no Espírito Santo, na igreja de Belém do Pará.
Depois de cinco anos em terras brasileiras, Vingren foi à Suécia, onde por três meses pôde compartilhar as maravilhas que Deus operara no Brasil. Pouco antes de seu regresso, encontrou-se com uma irmã enfermeira chamada Frida Strandberg que também tinha chamada para o Brasil. Mais tarde eles se casaram em Belém do Pará.
No desejo de que todo o Brasil recebesse a mensagem, foram enviados missionários a Alagoas, Pernambuco, e ele com sua família foram para o sul, iniciando no Rio de Janeiro, depois Santa Catarina e outras cidades no estado de São Paulo. Após outra série de viagens, voltou alguns anos depois para residir permanentemente no Rio de Janeiro. Assim como no Pará, a obra pentecostal no Rio de Janeiro crescia exponencialmente. Vingren participava ali na edição do jornal “Mensageiros da Paz”, além de seu trabalho como pastor e evangelista.
De 5 à 10 de setembro de 1930 houve uma importante Conferência Nacional dos obreiros pentecostais em Natal. A principal decisão foi de que a obra missionária na região norte estaria sendo dirigida exclusivamente por obreiros nacionais. Os anos seguintes foram de grande expansão da obra, sobretudo no Rio de Janeiro.
No dia 15 de agosto de 1932, o pastor Gunnar Vingren e sua família despediam-se da igreja do Rio de Janeiro e do Brasil de volta à Suécia.
Seus Últimos Dias
Já nos últimos anos que viveu no Brasil, Gunnar Vingren vinha tendo alguns problemas de saúde que pioraram bastante depois de chegar à Suécia. No dia 29 de junho de 1933 ele entrou no descanso eterno, mostrando através de suas palavras, o grande amor que tinha pelos irmãos brasileiros. Sua partida, descrita detalhadamente numa carta enviada por sua esposa ao Brasil, foi uma linda experiência para a família, que sentia claramente a glória de Deus; e sem dúvida para o servo do Senhor, Gunnar Vingren que, sentindo grande gozo e alegria foi recebido na eternidade.
Fonte: Sepoangol Wolrd Ministres
Agradecimentos: Felipe
Daniel Berg (1884-1963)

Daniel Hogberg, conhecido no Brasil como Daniel Berg, nasceu em 19 de abril de 1884, na pequena cidade de Vargon, na Suécia, ás margens do lago de Vernern. Quando recém-nascido, o padre da cidade visitou inúmeras vezes a casa de seus pais para convence-los a batizá-lo, mas nada conseguiu. Por isso, desde criança, Daniel era mal visto pelo padre, que, desprestigiado, passou a dizer que a criança que não fosse batizada por ele jamais sairia de Vargon. "já naquele tempo pude observar a desvantagem e o perigo de um povo ter uma fé dirigida, sem liberdade. Religião que dominava minha cidadezinha e a redores impossibilitava as almas de terem um encontro com Deus" , conta o pioneiro em suas memórias.
Quando o evangelho começou a entrar nos lares de Vargon, seus pais, Gustav Vernern Hogberg e Fredrika Hogberg, o receberam e engessaram na igreja Batista. Logo procuraram educar o filho segundo os princípios cristãos. Em 1899, Daniel converteu-se e foi batizado nas águas.
Em 1902, aos 18 anos, pouco antes do início da primara nórdica, deixou seu país. Embarcou a 5 de março de 1902, no porto báltico de Gothemburgo, no navio M. S. Romeu, com destino aos Estados Unidos. "Como tantos outros haviam feito antes de mim", frisava. O motivo a grande depressão financeira que dominava a Suécia naquele ano.
Em 25 de março de 1902, Daniel desembarcou em Boston. No Novo Mundo, sonhava, como tantos outros de sua época em realizar-se profissionalmente. Mas Deus tinha um plano diferente e especial para sua vida.
De Boston, viajou para Providence, Rhode Island, para se encontrar com amigos suecos, que lhes conseguiram um emprego numa fazenda. Permaneceu nos Estados Unidos por sete anos, onde se especializou como fundidor. Com saudades do lar, retornou à cidade natal, onde o tempo parecia parado. Nada havia se modificado, Só seu melhor amigo, companheiro de infância, não morava mais ali. "vive em uma cidade próxima, onde prega o evangelho", explicou sua mãe.
Logo chegou ao seu conhecimento que seu amigo recebera o batismo no Espírito Santo, coisa nova para sua família. A mãe do amigo insistiu para que Daniel o visitasse. Aceitou o convite. No caminho, estudou as passagens bíblicas onde se baseava a "nova doutrina". Chegando à igreja do amigo, encontrou-o pregando. Sentou e prestou atenção na mensagem. Após o culto conversaram longamente sobre a nova doutrina. Daniel demonstrou ser favorável. Em seguida, despediu-se e partiu, sua intenção não era permanente na Suécia, mas retornar à América, do Norte.
Em 1909, após despedir-se dos pais, em meio à viagem de retorno aos Estados Unidos, Daniel orou com insistência a Deus, pedindo o batismo no Espírito Santo. Como não estava preocupado como da primeira vez, posto que já conhecia os EUA, canalizou toda sua atenção à sua busca da benção. Ao aproximar-se das plagas norte-americanas, sua oração foi respondida.
A partir de então, sua vida mudou. Daniel passou a pregar mais a Palavra de Deus e a contar testemunho a todos.
Ainda em 1909, por ocasião de uma conferência em Chicago, Daniel encontrou-se com o pastor batista Gunnar Vingren, que também fora batizado no Espírito Santo. Os dois conversaram haras sobre as convicções que tinham uma chamada missionária. Quanto mais dialogavam, mais suas chamadas eram fortalecidas.
Quando Vingren estava em South Bend, Daniel Berg estava trabalhando numa quitanda em Chicago, quando o Espírito Santo mandou que se mudasse para South Bend. Berg abandonou seu emprego e foi até lá, onde encontrou Vingren pastoreando a Igreja Batista dali. "Irmão Gunnar, Jesus ordenou-me que eu viesse me encontrar com o irmão para juntos louvarmos o seu Nome", disse Berg. "Esta bem!", respondeu Vingren com singeleza. Passaram, então, a encontrarem-se diariamente para estudar as Escrituras e orar juntos, esperando uma orientação de Deus.
Após a revelação divina dada ao irmão Olof Uldin de que o lugar para onde deveriam ir era o Pará, no Brasil, Daniel Berg, contra a vontade dos seus patrões, abandonou o emprego. Eles argumentaram: "Aqui você pode pregar o evangelho também, Daniel; não precisa sair de Chicago". Mas ele estava convicto da chamada não voltou atrás.
Ao se despedir, Berg recebeu de seu patrão uma bolacha e uma banana. Essa era uma tradição antiga nos Estados Unidos. Simbolizava o desejo de que jamais faltasse alimento para pessoa que recebesse a oferta. Esse gesto serviu de consolo para Berg, que em seguida partiu com Vingren para Nova York, e de lá para o Brasil em um navio.
No Pará, Daniel, que logo se empregou como caldeireiro e fundidor na companhia Port of Pará, recebendo salário de doze mil reis, passou a custear as aulas de português ministradas a Vingren por um professor particular. No fim do dia, Vingren ensinava o que aprendera a Daniel. Justamente por isso Berg nunca aprendeu bem a língua portuguesa. O dinheiro que sobrava era usado na compra de Bíblias.
Tão logo começou a se fazer entender na língua portuguesa, passou a evangelizar nas cidades e vilas ao longo da estrada de ferro Belém-Bragança, enquanto Vingren cuidava do trabalho recém-nascido na capital. Como o evangelho era desconhecido no interior do Pará, Berg se tornou o pioneiro da evangelização na região. É que as igrejas evangélicas existentes na época não tinham recursos suficientes para promover a evangelização no interior.
Após a evangelização de Bragança, tornou também o pioneiro na evangelização na Ilha de Marajó, onde peregrinou por muitos anos, abordos de pequenas e grandes canoas. Berg ia de ilha em ilha, levando a mensagem bíblica aos pequenos grupos evangélicos que iam se formando por onde passavam.
No início de 1920, Daniel visitou a Suécia onde se enamorou com a jovem Sara, com quem se casou, em julho daquele ano. Em março de 1921, retornou ao Brasil acompanhado com sua esposa.
Em 1927, o casal Berg mudou-se para São Paulo, onde Daniel continuou fazendo o seu trabalho de evangelismo.
Daniel Berg sempre foi muito humilde e simples. Em sua pregações e diálogos sempre demonstrou essas virtudes. Ninguém o via irritado ou desanimado. Sempre que surgia algum problema, estas eram suas palavras: "Jesus é bom. Ele salva, batiza no Espírito Santo e cura os enfermos. Ele faz tudo por nós. Glória a Jesus! Aleluia!".
No Ano de Ouro das Assembléias de Deus no Brasil, comemorado em Belém, Berg estava lá, inalterado, enquanto os irmãos faziam referência à sua atuação no início da obra. Para ele, a glória era única e exclusivamente para Jesus. Berg considerava-se apenas um instrumento de Deus.
Nas comemorações do Jubileu no Rio de Janeiro, no maracanãzinho, quando o pastor Paulo Leivas Macalão colocou em sua lapela uma medalha de ouro, Berg externou visivelmente em seu rosto a idéia de que não merecia tal honra.
Até 1960, Berg recebeu, diretamente de Deus, a cura de suas enfermidades mediante a oração da fé. Em 1963, foi hospitalizado na Suécia. Mesmo assim, ainda trabalhando para o Senhor. Ele saia da enfermaria para distribuir folhetos e orar pelos que se decidiam. A disciplina interna do hospital não lhe permitia fazer aquilo, por isso uma enfermeira foi designada para impor-lhe a proibição. Porém, ao deparar-se com o homem de Deus alquebrado pelo peso dos anos, mas vigoroso em sua tarefa espiritual, não teve coragem e desistiu da tarefa. Berg, então, continuou a oferecer literaturas.
Finalmente, em 1963, aos 79 anos, Daniel Berg passou a descansar nas moradas celestiais. Quando a morte chegou, encontrou-o sorridente e feliz. Ele então não temeu. Seu tesouro estava guardado.
Fonte: Gospel Home Page
Agradecimentos: Felipe
Carreata do Dia do Centenário leva 15 mil às ruas de Belém

A manhã de sábado (18) foi de muita emoção para os evangélicos que celebraram um dos momentos mais simbólicos e especiais da grande comemoração do Centenário da Assembleia de Deus: a chegada dos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren. A data marcou a comemoração dos 100 anos do movimento pentecostal, que nasceu na capital paraense com a fundação da Igreja Assembleia de Deus no dia 18 de junho de 1911.
Para receber os membros da igreja que encenavam os pioneiros, centenas de fiéis se concentraram na Escadinha do Cais do Porto, ao lado da Estação das Docas, aguardando a chegada da embarcação “Saint Clement”, que aportou no cais por volta das 9h. Ao som da banda de música Nova Jerusalém, o grupo que desembarcou do navio foi recebido calorosamente pelos fiéis.
“É muita emoção poder relembrar a chegada dos missionários, estar aqui prestando essa homenagem e recebendo os irmãos que vem de fora”, diz emocionada a pedagoga e teóloga da Assembleia de Deus, Franciane Pantoja. O casal Joab Castro e Selma de Lima acompanhou a chegada do barco vestidos com roupa de época, uma forma de prestar homenagem a um momento que, segundo eles, jamais se repetirá em suas vidas. “Além de ser uma época bonita em que as pessoas se vestiam, achamos que seria a melhor forma de homenagear nossos fundadores”, conta Joab. “Somos evangélicos desde criança. Cem anos são cem anos”, comenta a esposa Selma aos risos. Após a chegada da embarcação, os fundadores do movimento pentecostal seguiram junto com os evangélicos em carreata pelas principais avenidas de Belém.
De acordo com a coordenação do evento, cerca de cinco mil veículos participaram da carreata, também acompanhada por 15 mil pessoas que se encerrou no Centenário Centro de Convenções, na avenida Augusto Montenegro.
(Diário do Pará)
Centenária e irradiadora de fé pelo mundo

Centenário da AD em Belém-PA
Cem anos. Por qualquer ângulo que se olhe é necessária uma constatação. Não é qualquer instituição que consegue chegar a essa marca. Há um século a Assembleia de Deus iniciava, por Belém, um caminho de evangelização pentecostal que se espalhou pelo mundo inteiro. Por ser descentralizada e ter um princípio de aceitação das diferenças, a igreja é uma das que mais crescem no Brasil e em outros países. Só em Belém são quase 500 templos. Todos eles estarão empenhados em celebrar o centenário da Assembleia de Deus.
Chegar aos 100 anos talvez não passasse totalmente pela cabeça dos dois fundadores da Assembleia de Deus, os dois missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, que saíram de Los Angeles e Chicago, nos Estados Unidos, no início do século 20, para fundar no Brasil aquela que hoje é uma das maiores igrejas do mundo, com mais de 20 milhões de membros. Os dois chegaram a Belém no dia 19 de novembro de 1910.
Tiveram dificuldade em superar a barreira do idioma e ainda sofreram com a falta de recursos financeiros, pois, além de serem pobres, não eram mantidos por nenhuma junta missionária. No início, Berg e Vingren participavam de cultos em igrejas protestantes cantando hinos em sueco. Quando passaram a entender o idioma local, passaram a pregar em português.
No início, a doutrina pregada por eles foi assimilada por uns e rejeitada por outros. Seis meses depois de terem chegado a Belém é que Vingren foi convidado para dirigir um culto de oração. Agradou. Outras reuniões de oração foram realizadas em casas de pessoas que aceitaram a evangelização feita por ele. No dia 8 de junho de 1911, a irmã Celina Albuquerque foi a primeira a ser batizada. No dia seguinte, a irmã Maria de Nazaré de Araújo também foi batizada.
A nova mensagem pentecostal levou a direção da Igreja Batista a uma tomada de posição. Em uma reunião extraordinária, foi solicitado que todos os que estivessem de acordo com a nova doutrina se manifestassem. Dezenove pessoas, a maioria, levantaram-se. O grupo foi excluído pela minoria presente. Os que foram desligados da Igreja Batista passaram a reunir-se em um salão na Rua Siqueira Mendes, na Cidade Velha. No dia 18 de junho de 1911, por deliberação unânime, foi fundada a Missão de Fé Apostólica, posteriormente denominada de Assembleia de Deus.
Desde 1997, a Assembleia de Deus em Belém tem como líder o pastor Samuel Câmara, que preside a diretoria da igreja. A organização dos trabalhos em Belém é feita através de 34 coordenações, que abrangem todos os templos da cidade. A igreja possui Conselho Fiscal constituído, bem como assessorias nas áreas jurídica, administrativa, social, eventos e comunicação.
Hoje, a Assembleia de Deus está presente em 176 países de todos os continentes e congrega quase 10 milhões de pessoas em todos os estados brasileiros. Só no Pará, são 700 mil membros, em 4.500 templos. É a maior “denominação” da comunidade cristã evangélica do país.
Fonte: http://www.diarioonline.com.br - (Diário do Pará)